Insuficiência pancreática exócrina em cães



Por Mariana Porsani*


A insuficiência pancreática exócrina em cães é uma deficiência na secreção de enzimas digestivas, levando à má digestão e absorção de nutrientes resultando em desnutrição.



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As principais manifestações clínicas da IPE são: diarreia, esteatorreia, polifagia, perda de peso progressivo, perda de massa muscular, além dos cães apresentarem baixa qualidade do pelame, devido as deficiências nutricionais.


O diagnóstico da IPE é baseado na mensuração sérica da cTLI, onde valores abaixo de 2,5ug/L confirmam o diagnóstico.


O tratamento consiste na terapia de reposição enzimática (lipase, amilase, protease) no momento das refeições. Uso de alimentos de alta digestibilidade como, por exemplo, os hipoalergênicos ou alimentos coadjuvam para doenças do trato gastrointestinal. A suplementação de vitamina B12 é necessária devido a possibilidade de hipocobalaminemia, comum em pacientes com IPE, podendo ser realizada pela via parenteral ou oral. Além disso, devido a possibilidade de disbiose intestinal ocasionada pela IPE, a antibioticoterapia é indicada em alguns casos.


A causa mais comum da perda da função pancreática exócrina em cães é pela atrofia acinar pancreática, uma doença autoimune cuja fisiopatogenia ainda não é bem esclarecida, porém algumas raças são mais predispostas. Além disso, a IPE pode ser secundária a pancreatite crônica, hipoplasias e neoplasias pancreáticas.



*Mariana Porsani

Médica-veterinária, nutróloga do Pet Care

Mestre em Ciências Veterinária pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e doutora em Ciências pelo programa de Clínica Veterinária com ênfase em Nutrologia de cães e gatos pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP).









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