Dermatites alérgicas


Por Flávia Care*

Na rotina de hospitais e clínicas veterinárias, as dermatopatias representam de 30% a 65% do atendimento clínico e o prurido é uma das principais queixas do tutor na consulta dermatológica. A coceira diminui drasticamente a qualidade de vida e a saúde do cão, sendo desconfortável não só para o animal, mas para os que convivem com ele.

As doenças alérgicas possuem alta ocorrência, sendo a dermatite atópica canina cerca de 27% dos casos, segundo estudo recente nos EUA (MILLER et al., 2013). No Brasil, a dermatite alérgica à picada de pulgas é a com maior ocorrência em cães (CARDOSO et al., 2011).

Não existe cura para as doenças alérgicas, mas sim controle. Portanto durante anos os glicocorticoides foram usados como medicação anti-inflamatória, porém com efeitos colaterais devastadores. Engana-se quem acha que esses efeitos ocorrem somente com uso prolongado. A escolha do corticosteroide errado, seu uso por um curto período de tempo, contínuo ou em doses acima da recomendada, podem trazer efeitos imunossupressores e metabólicos indesejáveis e em alguns casos de caráter irreversível.

Como efeitos colaterais podemos observar o hiperadrenocorticismo iatrogênico, linfólise, diminuição da ativação de macrófagos, da produção medular de monócitos, do interferon, da liberação de interleucinas e complemento, predisposição às infecções bacterianas, piodermite, aumento da glicemia, poliúria, polidipsia e polifagia, aumento da resistência insulínica, alterações no comportamento, aumento da fosfatase alcalina, do colesterol e dos triglicerídeos, neutrofilia, eosinopenia e linfopenia absolutas, degradação proteica, lipólise, retenção de sódio e água, além de catarata, calcinose cutânea e osteoporose.

O tratamento da dermatite atópica canina é multimodal. É imprescindível que se prescreva a associação de terapia tópica e sistêmica direcionada ao controle do prurido e da inflamação da pele, restauração da barreira cutânea, hidratação da pele, tratamento e controle das infecções secundárias, identificação da causa dos episódios de prurido e evitar as recidivas. Portanto, escolher uma medicação segura, sem efeitos colaterais deletérios ao paciente e que possa ser usada por tempo prolongado é a melhor conduta terapêutica para um paciente alérgico.

Estudos recentes comprovam a eficácia e segurança do Apoquel® (oclacitinib) para controle do prurido e inflamação da pele em cães, sendo indicado tanto para os casos agudos quanto os crônicos, com resposta da redução do prurido tão rápida quanto ao do glicocorticoide, trazendo conforto para o cão em até 24 horas e, consequentemente, para o seu tutor.

O Apoquel® é a melhor opção terapêutica no controle da coceira nas enfermidades pruriginosas como a dermatite alérgica à picada de ectoparasitas, hipersensibilidade alimentar, dermatite atópica canina, dermatite de contato e escabiose, por não ser imunossupressor, não apresentar efeitos colaterais, não interferir no teste alérgico intradérmico e teste sorológico.

*Flávia Care, médica-veterinária, MSc, pró-Reitora de Ciências da Saúde e Humanas e Professora Titular da Universidade Severino Sombra há 19 anos e Professora do Curso de Pós Graduação Equalis. Trabalha há 17 anos exclusivamente no atendimento clínico em Dermatologia Veterinária de Cães e Gatos na Clínica Veterinária Vetcare/RJ, Hospital Veterinário da USS e Clínica SOS Animal/Vassouras.

Artigo publicado na edição 28 da Revista Veterinary&Science

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