Controle financeiro na rotina veterinária

Fazer um diagnóstico econômico-financeiro, implementar ferramentas de controle e gestão, além do desenvolvimento de um plano orçamentário que vai guiar a empresa ao atingimento de suas metas e objetivos financeiros faz a diferença em um mercado cada vez mais competitivo


Por Mariana Vilela, da redação


Fazer a gestão e o controle financeiro de uma clínica ou hospital veterinário não são tarefas fáceis. A universidade de medicina veterinária não prepara os veterinários para essa parte da rotina e cabe a eles buscarem por informações ou profissionais que possam auxiliar nessas áreas.


Um desses profissionais preparados para isso é sócio fundador da Meta Azul (São Paulo/SP), empresa de consultoria empresarial com foco em planejamento financeiro e gestão estratégica de negócios, Plínio Francato, formado em Contabilidade e Pós-Graduado em Finanças Corporativas pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP).



Crédito foto: divulgação


De acordo com Plínio, a empresa busca através de relatórios estratégicos e indicadores de resultados, auxiliar os empreendedores na tomada de decisão do seu negócio. “Nossa empresa surgiu com o propósito de ajudar os empreendedores veterinários a enxergarem de forma clara a situação financeira da sua empresa, auxiliando assim no crescimento e continuidade do seu negócio”, ressalta. Confira entrevista na íntegra:


Revista Vet&Share: De que forma vocês auxiliam os veterinários com relação a gestão financeira?


Plínio Francato: O trabalho da consultoria começa pelo diagnóstico econômico-financeiro, que visa conhecer a situação financeira atual da empresa e suas características operacionais. Após essa etapa, é proposto a implementação de ferramentas de controle e gestão, além do desenvolvimento de um plano orçamentário que vai guiar a empresa ao atingimento de suas metas e objetivos financeiros.


A consultoria também auxilia na estratégia e análise de precificação dos serviços e produtos oferecidos pela empresa e acompanha e monitora de forma individual cada setor da empresa para medir sua efetividade financeira em termos de margem para o atingimento do lucro do negócio.


Após essas etapas iniciais a consultoria passa a oferecer o trabalho de assessoria a direção da empresa, visando apresentar os resultados obtidos mês a mês e discutindo em reuniões as ações e melhorias para cada setor da empresa. Enfim, após planejar continuamos nosso trabalho medindo os resultados, agindo e corrigindo sempre que a empresa ficar distante dos objetivos pré-estabelecidos no plano orçamentário.


Alguns outros serviços que também oferecemos são:

- Estudos de Viabilidade para Novos Investimentos;

- Avaliação do Valor do Negócio (Valuation);

- Palestras e workshops;

- Assessoria e intermediação de negócios com investidores para venda da empresa.


Revista Vet&Share: Quais são os principais desafios e dificuldades das clínicas e hospitais veterinários?


Plínio Francato: Os desafios são grandes, é preciso construir uma empresa com profissionais qualificados tecnicamente e motivados a alcançar os objetivos da empresa. Os sócios precisam estar atentos as questões técnicas da medicina veterinária, mas também precisam fazer uma gestão empresarial de alto nível, para que possam se manter competitivos no mercado.


Além disso, o mercado como um todo vem crescendo muito nos últimos anos o que fez com que a concorrência siga crescendo a passos largos. Nessa linha já estamos diante de um mercado que recebe cada vez mais investimentos e vem sendo alvo de grupos de investidores estrangeiros e nacionais que apostam na continuidade do crescimento do mercado veterinário.


Revista Vet&Share: Quais as ferramentas que podem auxiliar e facilitar a gestão?


Plínio Francato: Sem dúvida os relatórios financeiros e contábeis são peças fundamentais para uma boa gestão. Adicionalmente é importante que sejam criados indicadores (KPI’s) para medir a performance dos setores da empresa e das equipes. Facilitando assim a tomada de decisão por parte dos sócios.


Revista Vet&Share: Quais os cuidados com a gestão financeira que um veterinário que atende em domicílio e não tem um estabelecimento físico precisa ter?


Plínio Francato: Primeiramente acompanhar de perto todos os gastos que têm com a sua prestação de serviços. Para que possam avaliar de forma precisa o resultado da sua atividade. Além de avaliar se atendendo de forma volante e com deslocamentos ele não está limitando o volume de atendimentos e assim minimizando os ganhos.


O que vejo é que muitos começam a trabalhar com atendimentos volantes, principalmente os especialistas, mas com o passar do tempo começam a avaliar a possibilidade de fixar um local de atendimento e abrir a sua própria clínica ou mesmo montar uma equipe para dar suporte e conseguir crescer os serviços.


Revista Vet&Share: Que mensagem final gostaria de deixar?


Plínio Francato: Se você quer crescer o seu negócio tenha ao seu lado profissionais que possam complementar o trabalho que hoje você faz a frente da gestão da sua empresa. O trabalho de uma consultoria especializada pode encurtar muito a sua trajetória rumo aos objetivos que você tem para o seu negócio. Não deixe de medir e corrigir de forma contínua as suas atividades. Somente assim você crescerá tornando sua empresa próspera e saudável financeiramente.



Plínio Francato, sócio fundador da Meta Azul (São Paulo/SP)